Eterna Promessa - Cemitério

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Visita noturna ao cemitério

A promessa de paz e tranquilidade para aqueles que se foram, um lugar para o descanso eterno, este é o Eterna Promessa – ou o que ele deveria ser. Assim como a maioria das construções públicas localizadas no centro da cidade, o cemitério vem sofrendo com o abandono, no entanto, ao invés de uma mudança ou a inauguração de um novo terreno para os mortos da cidade, a ideia é mover as ossadas para câmaras subterrâneas e reutilizar o espaço obtido.

A notícia foi mais uma recebida com resistência pela população, que acredita que os mortos não deveriam ser incomodados de seu descanso, porém, sem considerar qualquer alternativa novos ossuários começaram a ser construídos e a receber centenas de restos todos os dias. A polemica ficaria ainda maior quando o vazamento realizado por uma repórter apontou que os ossos estavam sendo realocados sem qualquer tipo de documentação ou mesmo cuidado em seu transporte.

Assim que a notícia se tornou pública, muitos dos mais abastados movimentam para que os restos mortais de seus parentes fossem transferidos para cemitérios afastados da cidade, ou mesmo destinados a cremação antes que fossem enviados aos novos ossuários e misturados eternamente em uma pilha de ossos não identificados.

A polemica envolvendo o cemitério auxiliou no esvaziamento pretendido pela prefeitura e o Eterna Promessa permanece operando normalmente, recebendo corpos e realizando enterros todos os dias. Ainda é, e deve permanecer sendo por um longo período o maior cemitério da cidade, renovando a sua reputação de ser assombrado ao mexer com aqueles que deveriam permanecer descansando.

Domínio

A região do cemitério e seus arredores pertencem aos Hecata que existem na cidade. Embora poucos, são respeitados e mantém o seu território com permissão do príncipe em um acordo de boa vizinhança firmado desde o aparecimento dos lavradores de almas. A família de necromantes passou a representar o clã e a intermediar as suas questões com a seita pela manutenção do domínio.

Rumores

Apesar da antiga relação com a principal seita da cidade pela manutenção de seu território, rumores indicam que os Hecata não estariam muito satisfeitos com as exigências realizadas pelo príncipe e estariam dispostos a ouvir o Sabá. Os necromantes insistem que são apenas boatos e cobram provas antes de receberem qualquer questionamento, pois sabem que isso colocaria o acordo pelo domínio em risco.

Pontos de interesse

A Capela das Almas

Localizada no centro do terreno, o pequeno prédio se destaca entre lapides e sepulturas disformes por sua arquitetura renascentista. A capela foi construída poucos anos depois da inauguração do cemitério e por muito tempo foi usada pela população em seus ritos de despedida, embora especule-se que o motivo de sua construção seria para bloquear a entrada das catacumbas.

A expansão do cemitério e a construção de uma nova estrutura mais próxima a entrada fizeram com que a capela caísse em desuso. Aos poucos o prédio foi se misturando a paisagem e sem a manutenção adequada passou a ser confundido com um dos muitos mausoléus que a cercam – o que acabou atraindo outros tipos de visitantes.

A capela passou a ser usada por ocultistas, que usavam o local para a realização de rituais e tentativas de contato com os mortos enterrados naquele cemitério. Apesar das constantes invasões realizadas ao prédio, os lavradores de almas não costumam coibir estas ações e observam cada caso a procura de oportunidades onde possam intervir e tirar proveito da situação.

Catacumbas dos Peregrinos

Catacumbas dos Peregrinos
Catacumbas dos Peregrinos

As catacumbas da cidade foram construídas para remanejar as centenas de corpos de peregrinos que faleciam nas viagens para a cidade todos os anos. Enterrados em covas nas zonas rurais e as vezes nas beiras das estradas, estes restos mortais foram recolhidos e levados para um novo destino: as câmaras subterrâneas do cemitério da cidade.

A escolha por construírem estas câmaras e não enterrarem os peregrinos no cemitério ao lado da população da cidade foi devido ao fato da maioria destas pessoas não terem a identidade documentada ao serem enterradas. Apesar da falta de identificação, mantiveram todos os pertences encontrados com estes corpos ao levá-los para as catacumbas.

Anos mais tarde, parte da comunidade religiosa começou a tratar as catacumbas como um ambiente sagrado, e muitas pessoas passaram a serem enterradas no local assim como os peregrinos eram. Em poucas décadas as câmaras se multiplicaram para poder abrigar os novos corpos junto de seus pertences, seguindo a tradição daqueles que viajaram e só chegaram na cidade depois de mortos.

Apesar dos pertences levados para as catacumbas serem considerados sem valor material, ladrões de túmulos passaram a roubar estes objetos para revender. Estes itens eram levados para feiras religiosas da cidade e vendidos como relíquias sagradas por pequenas fortunas, chegando ao ponto de encontrarem ossadas inteiras entre as peças disponíveis.

A administração do cemitério encerrou as atividades das catacumbas ainda no século dezoito, depois de tentar impedir sem sucesso as repetidas invasões. A última entrada para as câmaras subterrâneas foi fechada com a construção da capela das almas, embora rumores apontem que ladrões ainda acessem o local com menor frequência através de túneis para roubar e revender as relíquias encontradas.

Referências externas