Gare Centrale - Terminal Ferroviário: mudanças entre as edições
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m (Edujester moveu Gare Centrale - Estação de Trem para Gare Centrale - Terminal Ferroviário) |
(Sem diferença)
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Edição das 14h25min de 30 de abril de 2024

A velha estação é um dos poucos serviços ainda não mobilizados para outro distrito da cidade, e enquanto a mudança não ocorre continua operando mesmo em estado de abandono. A central recebe linhas vindas da Alemanha e da França servindo como ponto de parada entre os dois países, além de atender visitantes e moradores da própria cidade que utilizam do serviço.
A mudança para uma nova estação não ocorreu devido à ausência de terrenos adequados para se receber uma construção deste porte no perímetro urbano – sem contar a mobilização necessária para a passagem das ferrovias e a burocracia necessária para desapropriação. Apesar dos problemas previstos e dos custos envolvidos, a prefeitura não descarta o projeto e pretende conclui-lo nos próximos anos.
Parte dos passageiros que usam a estação aproveitam as conhecidas falhas de segurança da mesma, recebendo de foragidos a traficantes de drogas com certa frequência. Ainda que cientes da situação, as autoridades da cidade se dizem incapazes de controlar a fronteira entre os dois países enquanto não conseguir sua independência.
Café du Soir
Ao contrário da maioria dos serviços prestados dentro da estação o estabelecimento atende apenas na parte da noite. Apesar do pouco movimento a cafeteria é a salvação de viajantes noturnos que precisam passar a madrugada esperando por seus transportes. Ainda assim a suspeita é de que tenham muito mais a oferecer do que apenas uma bebida quente para os seus clientes.

A primeira impressão de quem entra no recinto pode não ser das melhores; escuro e quase sempre vazio o local possui o cheiro de cafeína misturado com cigarro impregnado em cada assento, no entanto, um único vislumbre da balconista parece trazer uma outra atmosfera para o estabelecimento, sendo uma companhia quase sempre agradável para quem passa a noite esperando pelo transbordo.
Agatha é a responsável por abrir e fechar o café todos os dias sem exceções, trabalhando como balconista e garçonete. É a única funcionária e de certa forma também é a dona do estabelecimento, ou pelo menos vem tocando o negócio após a morte da antiga proprietária – assunto este que ela costuma contar de maneiras diferentes para cada viajante.
A jovem lunática usa o café como fachada de seu verdadeiro negócio: informação. Aliada a um rato com acesso ao sistema de segurança, ela sabe quem chega e sai da cidade, os horários, as companhias e tudo mais o que acontecer na estação. A prestação de seus serviços vem crescendo, passando a utilizar os armários do terminal para entregas de mercadorias e mensagens de maneira bem discreta.